Sábado, 6 de Junho de 2009

Intercâmbio na UMinho - entrevista com o diretor do departamento de psicologia

Nessa entrevista, pretendia ouvir um pouco do diretor do departamento de psicologia da UMinho e acabei por saber, depois de agendar a entrevista, que ele era bem mais do que isso – foi um dos fundadores do curso de psicologia da UMinho. Um pouco sobre o professor Óscar Gonçalves.

Professor Catedrático de Psicologia da Universidade do Minho (UM). Licenciado em Psicologia pela Universidade do Porto e Doutorado em Psicoterapia e Aconselhamento Psicológico pela Universidade de Massachusetts (EUA). Estudou também Neurociências na Universidade de Vigo, em Espanha.

Foi professor na Universidade do Porto, na Universidade de Califórnia, tendo sido professor convidado de várias universidade europeias e americanas.

É professor da Universidade do Minho desde 1989, sendo um dos fundadores do curso de psicologia o qual dirigiu desde o seu início até 1998.

Foi ainda Vice-Presidente do Instituto de Educação em Psicologia durante três mandatos, tendo sido coordenador dos cursos de pós-graduação em psicologia e Director do Mestrado em Psicologia Clínica desde o seu início.

Detentor de vários prémios científicos e profissionais (Fundação Engº António de Almeida; Alumni Award da Universidade de Massachusetts, e Associação dos Psicólogos Portugueses).

Tem mais de uma centena e meia de publicações em revistas e livros nacionais e internacionais, sendo autor de 11 livros, alguns dos quais publicados no estrangeiro. Orientou 24 teses de mestrado e 16 teses de Doutoramento.

O seu foco de pesquisa actual assenta na interacção entre marcadores neurocognitivos e estrutura cerebral e o seu funcionamento em perturbações desenvolvimentais, doenças neurodegenerativas e processos psicopatológicos.

No laboratório de Neuropsicofisiologia que dirige, investiga vários processos cognitivos e a sua relação com as estruturas cerebrais e seu funcionamento (MRI Estrutural e funcional; ERP’s) na Síndrome de Williams; Envelhecimento e Esclerose Múltipla e vários quadros psicopatológicos.
Actualmente é Director do Laboratório de Neuropsicofisiologia e do Departamento de Psicologia da Universidade do Minho.


Entrevista


CientíficaMente - Vou começar com a pergunta que sempre faço aos meus entrevistados. O que é Psicologia?

Um modo formal de definir a psicologia é defini-la como a ciência do comportamento e/ou da atividade mental. Esse é o nosso código dentre os psicólogos, mas que pode ser avançado. A desvantagem, que pode ser uma vantagem dessa definição, é a sua clareza. Costumo dizer aos meus alunos uma frase que um médico português, o Salazar, costumava dizer – Se um aluno da medicina só da medicina sabe, nem da medicina sabe. Isto é ainda mais verdadeiro na psicologia, pois o psicólogo que só sabe da psicologia, nem da psicologia sabe. E para compreender o indivíduo em termos do comportamento ou da atividade mental a psicologia recorre a facetas múltiplas, lida com outras ciências, tem interface com outras ciências mais biológicas, como a própria biologia e a química. E tem também interface com áreas mais aplicadas, seja a medicina, as ciências jurídicas, as ciências econômicas. A psicologia, assim, é um composto de metodologias e conhecimentos que funcionam como dizia há poucos anos o editor da Psychological Sciencia, como uma hard science. A psicologia é uma ciência de plataformas variáveis, como os aeroportos, em que através da mesma plataforma podemos ter vários pontos de saída. A sua identidade é esse processo multifacetado.

CientíficaMente - O senhor disse que psicologia é ciência. Por que acha que é ciência?

Considero ciência qualquer disciplina que tem um conjunto de conhecimentos próprios e que tem uma metodologia que suporta esse corpo de conhecimentos, ou seja, que tem teorias que são sustentadas pela metodologia que a disciplina desenvolveu. Esta é a minha definição de ciência. Agora, em termos pessoais, e aqui já há muito desacordo entre os psicólogos, eu considero que a psicologia é uma ciência biológica. Cada vez mais o caminho da psicologia é um caminho de ciência biológica. É muito difícil entender o comportamento humano e animal sem nos aproximarmos do corpo de conhecimentos e metodologias que nos são proporcionadas pelas ciências biológicas e bioquímicas. Como dizia já Watson, no primeiro quarto do século XX, que a psicologia é uma ciência da natureza. Tal como outras ciências da natureza, também tem um objeto próprio, mas compartilha com outras ciências da natureza um conjunto de metodologias experimentais ou quase experimentais, e com um profundo enraizamento nos modelos matemáticos e dos conhecimentos da biologia para a compreensão dos seus próprios problemas. Portanto, eu diria que também é ciência no mesmo sentido que a sociologia é ciência, ciências jurídicas, isso numa visão de ciência mais alargada, porém numa definição mais hard de ciência eu acho que a psicologia deve caminhar cada vez mais como uma ciência da natureza.


CientíficaMente - O senhor foi um dos fundadores do curso de psicologia da Universidade do Minho. Percebo que se trata de um curso bastante experimental, no sentido de que valoriza a experimentação. Queria que o senhor falasse um pouco disso, de como isso foi construído.

Quando nós construímos esse curso de psicologia, há mais de vinte anos, eu estava nos Estados Unidos e fui convidado a vir e ajudar a desenhar o currículo. Quando se desenha o currículo tenta-se fazer aquilo em que se acredita. Portanto, naquela altura, a ideia era construir um curso muito forte, procurando psicológos de origem mais anglo-saxônica. Eu estava nos EUA, portanto tinha uma formação de raiz mais expeirmental, e queria valorizar essa área. Esse foram os ingredientes iniciais – gente jovem, recém-doutorada, com muita vontade de investigar, com experiência em diversas partes do mundo - eram essas pessoas que queríamos para o nosso curso. O curso foi tendo várias alterações. Nos últimos anos, de fato, puxou-se mais pela tradição experimental. A contratação de várias pessoas, e a própria evolução da psicologia, levou-nos a pensar que a diferenciação do nosso curso deveria ser nesse sentido. É muito importante que a psicologia, mesma nas suas vertentes mais práticas, pois eu também sou um psicólogo clínico, também tenho essa dimensão mais prática, tenha um fundamento científico. Através desse curso procuramos proporcionar um fundamento científico muito sólido, quer da psicologia ou das áreas que são importantes para a psicologia, como a matemática, a biologia, as ciências sociais. E mesmo nas componentes mais práticas, como a clínica, a jurídica, a educação, haja também uma forte fundamentação científica. Há uma tentativa de reforço da componente experimental, laboratorial, queremos que nossos alunos sejam fluentes no uso de várias metodologias laboratoriais, no raciocínio quantitativo. O exemplo mais claro disso é que os alunos daqui fazem - no que seria o equivalente ao vestibular de vocês – como disciplinas expecíficas para entrar no curso a biologia e a matemática. Para entrar no curso de psicologia da Universidade do Minho, essas são as provas específicas, biologia e matemática. É o único curso no país em que isso ocorre.

CientíficaMente - E nos outros cursos de psicologia do resto do país?

Há de tudo, as provas específicas geralmente são psicologia, filosofia, sociologia. Nós colocamos biologia e matemática porque consideramos serem essas as disciplinas essenciais. O resto podem aprender, mas sem uma boa base de biologia e matemática, fica difícil. Isso já dá uma ideia do tipo de perfil que nós queremos na hora da entrada, e ainda mais na da saída. Portanto, há mesmo muito reforço da componente experimental.

CientíficaMente - Como funciona esse vestibular?

São provas nacionais. Tem de várias disciplinas - biologia, química, matemática, e as provas são todas iguais, para o país todo, mas aí cada curso, de cada universidade, diz quais que são exigidas para entrar. As provas são iguais, a mesma prova de biologia que faz um aluno para concorrer à medicina em tal lugar, é a mesma que faz o aluno que quer entrar na psicologia da UMinho.

CientíficaMente - Assim, o senhor considera o curso daqui diferente dos outros cursos de psicologia do resto de Portugal?

Os cursos são avaliados por comissões externas, de quatro em quatro anos ou de cinco em cinco anos. Na última avaliação, nosso curso foi, pela segunda vez, o curso de psicologia mais bem avaliado. Foram só duas até agora, e nas duas nosso curso foi o mais bem avaliado. Estamos no topo em termos de avaliação de qualidade do curso. Se é o único com essas características, eu diria que talvez aqui é onde essas características são mais evidentes. Penso que outros cursos irão seguir nesse sentido de orientação, mais expeirmental. Portanto, não diria que é o único, mas é no qual é mais claro.

CientíficaMente - Todos os textos que lemos, em todas as aulas, são em inglês. Isso provavelmente vem dessa orientação mais anglo-saxônica...

Pois, eu acho que hoje o inglês é a língua da ciência. Tal como era o latim a língua de comunicação do conhecimento na Idade Média. Hoje é o inglês. Mais de 90% da produção científica na área da psicologia é em inglês. Falo das revistas de maior impacto. Isso pode ser discutido em termos de imperialismo, mas a verdade é que, se você vai em um congresso, tem que saber inglês. Mesmo a produção científica dos membros do departamento de psicologia daqui é em inglês. Não me lembro de, nos últimos anos, ter escrito um artigo em português. Se eu publicar em português, poucos vão ler, a possibilidade de comunicação fica muito reduzida. E temos que colocar nosso conhecimento no mercado universal de conhecimentos. Por isso os textos dos nossos alunos são em inglês. Se você for à reunião semanal do meu laboratório, o de neuropsicofisiologia, é em inglês, porque alguns membros não são portugueses, e essa é a única possibilidade de nos comunicarmos. E até mesmo pelo processo Erasmus, nós anunciamos as disciplinas que temos disponíveis em inglês. Ou seja, nós queremos alargar o processo Erasmus para captar cada vez mais alunos que falam inglês. Não necessariamente somente dos EUA e Inglaterra, mas aqueles países em que os alunos também falam inglês, os países nórdicos, vários países da Europa, por exemplo. E para isso, nossa estratégia é, nessa primeira fase, ter uma série de disciplinas em que nós disponibilizamos todo o material e os examos em inglês. Na segunda fase, queremos ministrar a disciplina só em inglês. Temos por agora vários investigadores contratados que só falam inglês. Temos também estudantes de pós-doutorado que só falam inglês. Portanto, é cada vez mais a língua usada.

CientíficaMente - E o senhor é um psicólogo clínico. Queria falar um pouco sobre a área da clínica. Isso porque venho do Brasil, e o choque que tive quando cheguei aqui foi que parece que não aquelas brigas e separações entre linhas teóricas com que estamos acostumados por lá. Aqui é como se não houvesse esse conflito. A minha pergunta é – não há conflito por que há uma linha teórica só ou ele está bem escondido... não sei....

Do meu ponto de vista, essa multiplicação de linhas teóricas, de psicoterapias, é um fenômeno do subdesenvolvimento da psicologia. Na medicina não há os adeptos da aspirina e os adeptos do paracetamol, quer dizer... Essas brigas só fazem sentido numa disciplina que ainda está muito marcada por questões históricas ideologizadas em demasia. Eu acredito que, a medida que a psicologia vai avançando como ciência, cada vez as práticas são as práticas derivadas do conhecimento científico. E os resultados do conhecimento científico podem fazer com que haja divergência entre áreas que não estão bem estabelecidas, mas dificilmente se estruturam como capelas epistemológicas. Eu acredito, e isso obviamente já corresponde a uma certa tradição epistemológica, que é mais comportamental e cognitiva, na linha cognitivo-comportamental, no sentido largo da psicoterapia. Talvez seja aquela que tem mais como base esse princípio da evolução do conhecimento da psicologia. Os pontos de vista que utilizam em sua prática são os mesmos que utilizamos no laboratório. Portanto, a fluência é maior entre essa abordagem e as experimentais. Daí que a raiz de todo o grupo clínico daqui partiu de uma base, digamos, conceitual da cognitivo-comportamental. Embora haja pessoas que, dentro desse aspecto cogntivo e comportamental, sejam mais adeptas de uma ou outra terapia. Embora se você perguntar a elas, elas não vão dizer que são terapeutas cognitivo-comportamentais, e sim que são terapeutas. Elas usam em suas práticas aquilo que vão investigando e validando em seus estudos. Assim, não se incomodam em usar práticas que tenham sido validadas ou criadas por modelos que vão desde a psicanálise até a terapia familiar, que seja. Nas nossas práticas, o compromisso que nós temos é com a validação científica. Aqui você não vai encontrar o mestrado em psicanálise, em terapia familiar, em cognitivo-comportamental, vai encontrar em psicoterapia. E aí entra tudo o que consideramos práticas científicas inspiradas ou validadas, não importa de que autor ou suposta linha teórica venha. Evidentemente, alguns que vierem de fora verão isso como um certo enviesamento de orientação teórica.... e é. Tem a ver com uma atitude de encarar a psicologia como ciência, aqui todos nós compartilhamos isso. Nós acreditamos na validação científica de nossas práticas, e que a prática da psicologia e da psicoterapia tem que ter uma base empírica e científica, e é essa nossa obrigação enquanto cientistas, acadêmicos e psicólogos.

CientíficaMente - Vamos fazer exercício de imaginação. Suponhamos (só suposição, pura imaginação) um curso de psicologia, que, nos dias de hoje, 2009, tenha mais de 50% dentre as matérias obrigatórias ligadas ao estudo da psicanálise. Qual sua opinião sobre isso?

Eu julgo que esse é um curso de história da psicologia. A psicanálise é hoje uma perspectiva filosófica da psicologia. Obviamente houve um conjunto de insights que Freud e seus seguidores propuseram, que têm sido investigados no laboratório, assim como conhecimentos que vêm da Grécia antiga e que tem sido investigados. A psicanálise apresentou algumas noções, dentro do conhecimento de base, que na altura era o que se poderia fazer, com o que se tinha no momento, com a metodologia e tecnologia do momento. Mas hoje dispomos de outras metodologias. A questão já não é se vamos tentar validar ou não validar os conhecimentos vindos da psicanálise. Devemos tentar compreender os fenômenos, da atenção, memória, patologias, o que quer que seja, para entender porque as coisas são assim, como é que funcionam, como podem mudar, como podem funcionar de uma forma diferente. A questão é colocar isso dentro de um sistema de conhecimentos, que correspondam a um conjunto de pressupostos, que sejam testáveis. A psicanálise tem alguns pressupostos que não são sequer testáveis. Isso não serve ao objetivo das ciências, estamos aí a trabalhar no nível das crenças. Mas foi o que eu disse, tanto não faz sentido ter um curso de terapia de psicanálise quanto um de cognitivo-comportamental ou terapia rogeriana. Acho que o estudo da psicologia em terapia tem que se pautar pelo que sabemos sobre a melhor maneira de tratar essas pertubações, como lidar com elas, investigar as melhores técnicas, dentro do domínio da psicologia, com a ajuda de outras ciências, as biológicas, bioquímicas etc. É isso, compreender os fenômenos, neuropsicobiológicos, sociais, e ser capaz de intervir. Não devemos nos prender a modelos de psicoterapia que são, a meu ver, história da psicologia.

CientíficaMente - O que o senhor acha do processo de Bolonha?

A ideia é generosa. A ideia básica de Bolonha é a criação de um espaço comum europeu, do ensino superior, que esteja mais ou menos homogeneizado. Portanto, a ideia é boa, a execução é que é complicada. Cada universidade foi fazendo a sua própria bolonhesa. E o paradoxo é que, hoje, estamos pior do que o que estávamos, em termos de compatibilidade entre universidades. As licenciaturas em psicologia em Portugal eram de cinco anos, na Espanha eram cinco anos, na Itália também., na França... Nossos alunos saíam daqui, iam para lá, e andavam perfeitamente. Agora o que temos são mestrados integrados em cinco anos. Mesmo aqui em Portugal é complicado. Algumas universidades têm mestrado integrado, outras não, umas têm primeiro ciclo, segundo ciclo, outras não. Agora a Espanha tem um processo de diploma de quatro anos. Ficou tudo diferente, complicou mais, ninguém sabe direito qual é o sistema de cada uma. Daqui a alguns terão que colocar ordem nesse espaço. Portanto, a ideia é generosa, mas o projeto está longe de ser concretizado. Bolonha também tem uma ideia sobre a metodologia de ensino, que é mais centrado no aluno, e na experiência do aluno. Eu tenho algumas dúvidas com relação a sua execução. Não tenho nada contra uma aula bem dada, o mau é que seja só isso. Mas Bolonha quase transformou isso, uma aula bem dada, num subproduto da nossa experiência. Eu mesmo vou à internet, acesso aulas do MIT, com professores magistrais, e me atualizo, aprendo. É uma gravação de uma aula dada para 200 pessoas. Claro que o ensino não é só isso. Mas também não pode deixar de ser isso, como Bolonha parece querer. A ideia generosa de querer avançar com modelos mais ativos de aprendizagem, é importante. É importante que o aluno de psicologia saiba mexer nas várias metodologias de laboratório, da experimental, que invada o laboratório de neuropsicofisiologia, que saiba trabalhar com potenciais evocados, com estimulação magnética, saiba as investigações que estão ocorrendo, saiba como analisar os dados. Mas a pluridade de formas de ensino pode ser rico, e para Bolonha parece que uma aula bem dada não faz parte disso. Temos que aprender a construir conhecimento, mas também a adquirí-los. Corre-se o risco, numa radicalização de Bolonha, de que adquirir conhecimentos seja tido como contraproducente. Tem que haver um balanço entre essa autonomia do aluno e o que ele mesmo constrói, e o que ele adquire do professor, da universidade.


Agradeço profundamente ao professor Oscar por ter me atendido tão gentilmente mesmo sem saber quem eu era, e cedido parte do seu tempo para a entrevista.

Domingo, 26 de Abril de 2009

Intercâmbio na Uminho – E-learning

A ideia é relativamente simples e muitas universidades já contam com ela. Por que não ter um sistema online de interação entre aluno e professor? O processo de Bolonha prevê a utilização dessa ferramenta, o Blackboard E-learning System. Admirei-me com essa plataforma por todas as possibilidades que ela oferece, tanto ao aluno quanto ao professor. É uma plataforma web de gestão e distribuição de conteúdos acadêmicos, que permite que o processo de ensino-aprendizagem possa ser complementado com esta ferramenta de ensino a distância.




Vamos ver algumas das funções do e-elearning.




Ao aluno
- Visualizar todas as suas notas, não só as finais, como as parciais, assim que o as professor lança no sistema.
- Acessar documentos de cada matéria, como artigos, trabalhos, vídeos, enfim, o material que o professor disponibilizar.
- Receber avisos do professor, por exemplo se ele não puder dar a próxima aula.
- Realizar tarefas e enviá-las pelo sistema.
- Enviar e-mails ao professor.
- Acessar informações sobre cada disciplina em que está inscrito, como dados sobre o professor, sobre o conteúdo.
- Realizar fóruns de discussão, em que o professor pode ser o coordenador, administrando quem tem o direito à fala.
- Enviar trabalhos pelo sistema. Quando o prazo final colocado pelo professor expira, o sistema já não permite o envio do trabalho.
- Há acesso a uma plataforma de procura de artigos e material acadêmico.
- Há um calendário, separado por dia, semana, mês e ano, em que o aluno pode organizar seus compromissos e colocar lembretes.

Ao professor
As funções principais são-
�� Gestão de informação — Informações pessoais, elementos de cursos e documentos, recursos académicos através da web e integração de conteúdos off-the-shelf;
�� Comunicação — Ferramentas de colaboração assíncronas e síncronas incluindo o e-mail, fóruns de discussão e sessões de aula virtual em tempo real;
�� Avaliações — Testes e questionários com feedback automático, notas on-line e registo da participação e progressão nos conteúdos;
�� Controle — Utilitários de gestão para os Docentes, armazenamento de informação e relatórios

- O sistema possui uma ferramenta de análise dos trabalhos dos alunos, em que o seu conteúdo é comparado com o da internet e permite identificar cópias.
- O professor tem acesso às estatísticas de uso do e-learning por cada aluno. Ele pode saber quantas vezes o aluno utiliza o sistema, quanto tempo ele fica, e em quais dias. Também é possível uma estatística de cada turma, em que curvas de uso da plataforma são oferecidas.
- Administrar as discussões no fórum.
-Avisos
Permite visualizar os avisos das disciplinas em que o utilizador participa bem como os avisos institucionais que são de carácter geral e do interesse da comunidade.

-Calendário
Permite a visualização de eventos calendarizados com a data, hora e descrição do evento. Podem ser eventos de carácter geral como uma conferência, um seminário ou particulares adicionados pelo próprio utilizador e só visíveis por ele.

-Tarefas
Lista as tarefas pessoais do utilizador que este inseriu. Pode fazer a sua gestão alterando o estado de cada uma de acordo com o seu
progresso.

-Mensagem de Correio Eletrônico
Permite o envio de mensagens de e-mail para os participantes nas disciplinas das quais o utilizador participa. Pode optar pelo envio para todos os Utilizadores, todos os Grupos de trabalho nas disciplinas, Todos os Professores e a selecção de Utilizadores ou Grupos
distintos.

-Diretório de Utilizadores
Permite listar informações sobre outros utilizadores existentes no Blackboard. Todos os utilizadores aqui só são visíveis porque assim o definiram através da edição das opções correspondentes às informações pessoais.

-Livro de endereços
Permite uma gestão de contatos dentro da plataforma

-Informações Pessoais
Permite editar algumas das informações pessoais do utilizador usadas no âmbito do Blackboard tais como o nome, sobrenome e a atualização do e-mail se necessário. A opção Definir Opções de Privacidade define se os dados pessoais estarão disponíveis para toda a comunidade Blackboard e quais as informações mostradas.

-O Blackboard permite interagir em tempo real com os demais participantes numa disciplina em tempo real recorrendo a ferramentas de colaboração síncrona como a aula virtual e o chat. Cada disciplina tem uma aula virtual e uma área de chat já previamente definidas.

-Através da ferramenta de glossário, é possível enriquecer uma disciplina com a disponibilização de um conjunto de termos pesquisáveis de forma a auxiliar os alunos no domínio dos temas abordados

Existem duas ferramentas ligadas entre si: o Gestor de Bancos de Testes e o próprio Gestor de Testes.

-Os Bancos de Testes são constituídos por grupos de questões classificados da forma lógica e organizada. Podem ser criados quantos se pretenderem. A vantagem da sua utilização consiste na possibilidade de reutilização destas questões para posteriores ou diferentes testes nos mais
variados momentos de avaliação.

-Por sua vez, o Gestor de Testes permite a criação de testes alimentados por questões criadas no momento e especificas para aquele teste ou alimentados por questões (aleatórias ou não) existentes nos vários Bancos de Testes




Como aluna na UMinho tenho utilizado o E-learning, e posso dizer que se trata de uma ferramenta relativamente simples, mas que faz uma grande diferença no ensino, facilitando o contato professor-aluno.

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

Intercâmbio na Universidade do Minho – Declaração de Bolonha

Ao entrar na Universidade do Minho eu não fazia idéia de que a instituição passava por uma grande reforma, se assim posso dizer. Surpreendi-me com a modernidade da universidade, assim como com a qualidade do ensino em geral. Descobri que muito disso se deve à implementação da Declaração de Bolonha, algo de que nunca havia ouvido falar antes de estar aqui. Interessei-me muito pelo projeto e procurei saber um pouco mais. Aí estão algumas das coisas que descobri.


A Declaração de Bolonha é um projeto que tem como intenção estabelecer normas comuns às universidades européias. De acordo com o site do DGES, Direção Geral do Ensino Superior


(...) esse processo começou em Maio 1998, com a declaração de Sorbonne, e arrancou oficialmente com a Declaração de Bolonha em Junho de 1999, a qual define um conjunto de etapas e de passos a dar pelos sistemas de ensino superior europeus no sentido de construir, até ao final da presente década, um espaço europeu de ensino superior globalmente harmonizado.


A ideia base é de, salvaguardadas as especificidades nacionais, dever ser possível a um estudante de qualquer estabelecimento de ensino superior, iniciar a sua formação académica, continuar os seus estudos, concluir a sua formação superior e obter um diploma europeu reconhecido em qualquer universidade de qualquer Estado-membro. Tal pressupõe que as instituições de ensino superior passem a funcionar de modo integrado, num espaço aberto antecipadamente delineado, e regido por mecanismos de formação e reconhecimento de graus académicos homogeneizados à partida.


Em última instância, o Processo de Bolonha irá desembocar numa harmonização generalizada das estruturas educativas, que asseguram as formações superiores numa Europa de, actualmente, 45 países. Nesse enquadramento, os sistemas de ensino superior deverão ser dotados de uma organização estrutural de base idêntica, oferecer cursos e especializações semelhantes e comparáveis em termos de conteúdos e de duração, e conferir diplomas de valor reconhecidamente equivalente tanto académica como profissionalmente.


As ambições do projeto são –


A harmonização das estruturas do ensino superior conduzirá, por sua vez, a uma Europa da ciência e do conhecimento e, mais concretamente ainda, a um espaço comum europeu de ciência e de ensino superior, com capacidade de atracção à escala europeia e intercontinental.


Os objectivos gerais da Declaração de Bolonha são: o aumento da competitividade do sistema europeu de ensino superior e a promoção da mobilidade e empregabilidade dos diplomados do ensino superior no espaço europeu.


Alguns dos objetivos específicos-

a) Adopção de um sistema de graus académicos facilmente legível e comparável, incluindo também a implementação do Suplemento ao Diploma,


b) Adopção de um sistema assente essencialmente em dois ciclos, incluindo:
um primeiro ciclo, que em Portugal conduz ao grau de licenciado, com um papel relevante para o mercado de trabalho europeu, e com uma duração compreendida entre seis e oito semestres;
e um segundo ciclo, que em Portugal conduz ao grau de mestre, com uma duração compreendida entre três e quatro semestres.


c) Estabelecimento e generalização de um sistema de créditos académicos (
ECTS), não apenas transferíveis mas também acumuláveis, independentemente da Instituição de Ensino frequentada e do país de localização da mesma;


d) Promoção da mobilidade intra e extra comunitária de estudantes, docentes e investigadores;


e) Fomento da cooperação europeia em matéria de garantia de qualidade;


f) Incremento da dimensão europeia do ensino superior.


No seguimento do compromisso político assumido em Bolonha, os Ministros da Educação Europeus reunidos em Praga(s/link), em Maio de 2001, reconheceram a importância e a necessidade de mais três linhas de acção para o evoluir do processo:


a) Promoção da aprendizagem ao longo da vida;
b) Maior envolvimento dos estudantes na gestão das instituições de Ensino Superior;
c) Promoção da atractividade do Espaço Europeu do Ensino Superior.


Em Setembro de 2003, os Ministros responsáveis pela Área do Ensino Superior de 33 Países Europeus, reunidos em
Berlim, reafirmaram os objectivos definidos em Bolonha e em Praga, tendo adicionado:

a) a necessidade de promover vínculos mais estreitos entre o Espaço Europeu do Ensino Superior e o Espaço Europeu de Investigação, de modo a fortalecer a capacidade investigadora da Europa, de forma a melhorar a qualidade e a atractividade do ensino superior europeu.
b) o alargamento do actual sistema de dois ciclos, incluindo um terceiro ciclo no Processo de Bolonha, constituído pelo doutoramento, e aumentar a mobilidade quer ao nível do
doutoramento como do post-doutoramento. As instituições devem procurar aumentar a sua cooperação ao nível dos estudos de doutoramento e de formação de jovens investigadores.


A Universidade do Minho aderiu à Declararaçãode Bolonha e vem implantando o sistema há alguns anos. No site da Uminho há um relatório muito interessante com os resultados da implantação (Relatório de Concretização do processo de Bolonha na Universidade do Minho, 2008).


Ao conhecer o curso de Psicologia daqui, fiquei especialmente admirada com duas coisas- o fato de os três primeiros anos serem o ciclo básico (licenciatura) e os dois últimos, de mestrado, e com o e-learning. Falarei mais do e-learning no próximo post. Ambos são resultado do processo de Bolonha. Ainda não conheço muito bem todas as resolução da Declaração, e ainda estou no início do contato com a Uminho, porém arrisco uma opinião de que Bolonha traz um grande avanço para as universidades européias.



Por outro lado, tenho conhecido algumas críticas à Bolonha. Já vi vários cartazes de protestos de estudantes contra o processo. Conversando com alguns alunos, descobri que há alguma desconfiança sobre o modo como o processo está sendo implantado (seria algo como que às pressas, mal feito). Muitos criticam a desvalorização da licenciatura que seria decorrente do modelo, pois a licenciatura se completa e 3 anos, e não mais em 4 ou 5. Esse tempo não seria suficiente para uma boa formação, na visão de muitos. Outros ainda criticam o mestrado integrado se iniciar tão cedo, pois muitos alunos não teriam ainda a maturidade para escolher uma área. Na visão de muitos, Bolonha vem para servir a uma lógica de números, em que o governo mostra que mais alunos estão se formando na licenciatura, mesmo que não estejam qualificados o bastante para isso. Tratar-se-ia de uma lógica estatística, em que não haveria preocupação com a qualidade, e sim com a quantidade e com um suposto alinhamento entre universidades européias, que pode não levar a lugar algum.

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Intercâmbio na Universidade do Minho – grade curricular

Inauguro com esse texto a série sobre a psicologia na universidade do Minho. (Para aqueles que não sabem, nesse semestre estou realizando um intercambio). Para começar, acho importante situar o currículo do curso na universidade, e para isso vou fazer uma comparação com a Universidade de São Paulo.

Essa comparação não tem o objetivo de diminuir nenhuma das universidades, e nem dizer que uma é melhor do que a outra, muito menos que elas representam a psicologia de seu país. Falarei das duas porque são as que conheço, e porque acho que a comparação é inevitável e pode ser bem utilizada. Assim, não me deterei numa comparação simplista, procurarei uma maneira de levantar questões e debates sobre possíveis vantagens e desvantagens de cada currículo, ou mesmo o debate das peculiaridades de cada universidade, que não necessariamente são boas ou más. Inicialmente, irei apresentar na estrutura básica de cada curso.

Na Universidade de São Paulo (USP) a graduação em Psicologia abre a possibilidade para três diplomas – licenciatura, bacharelado e psicólogo. Para obter o grau de psicólogo, você precisa passar por todas as disciplinas obrigatórias, que se estendem até o quarto ano, e obter os créditos necessários das disciplinas optativas, que são oferecidas desde o primeiro ano. O tempo esperado para a obtenção do grau de psicólogo é de 5 anos, porém muitos acabam fazendo em mais tempo, por ter repetido matérias ou por opção de fazer o curso com mais tranqüilidade.

O grau de bacharel você pode obter com 4 anos de graduação, pois deve cursar todas as obrigatórias, algumas optativas específicas voltadas para a pesquisa e mais um tanto de créditos de optativas, que são menos do que os exigidos para o grau de psicólogo.

E quanto à licenciatura, você pode começá-la a partir do momento em que conclui metade dos créditos do seu curso, o que normalmente ocorre no terceiro ano, e consiste de matérias específicas voltadas para a educação, que você pode ir cursando enquanto faz matérias obrigatórias e optativas da psicologia. A licenciatura pode ser terminada depois que você tiver se formado como psicólogo e/ou bacharel em psicologia.


As matérias obrigatórias da psicologia da USP, organizadas em 8 semestres, até o presente momento, são-

Biologia
Introdução a Sociologia
Int. a probabilidade e estatística
Psic. da Aprendizagem
Int. a psicologia clínica
História e filosofia da psicologia
Etologia

Sistema nervoso
A diversidade do conhecimento em psicologia
Int. a pesquisa
Int. a antropologia
Int. a psicanálise-Freud
Análise do comportamento I

Epistemologia das Ciências Humanas
Psicologia do Desenvolvimento I
Psicologia da Personalidade: Fundamentos
Introdução à Psicopatologia
Análise Experimental do Comportamento II
Psicologia Social I

Psicologia do Desenvolvimento II
Introdução às Técnicas de Exame Psicológico
Psicanálise: Klein, Bion e Winnicott
Psicanálise: Lacan
Motivação e Emoção
Psicologia Social II
Linguagem e Pensamento

Diferenças, Construção Social e Constituição Subjetiva
Avaliação Individual das Funções Intelectuais
Sujeito, Educação e Sociedade
Técnicas de Entrevista Psicológica
Teorias e Técnicas Psicoterápicas: Terapia Cognitivo-comportamental, Psicodrama e Gestalt-terapia
Psicologia Sensorial
Psicologia das Relações Humanas I
Processos Cognitivos em Psicologia Social

Introdução às Técnicas Projetivas Gráficas
Psicologia e Educação
Corpo e Sujeito: Diferentes Perspectivas, Diferentes Diagnósticos e Tratamentos
Percepção e Cognição
Processos Grupais
Psicologia Social do Trabalho e das Organizações

Ética Profissional
Aconselhamento Psicológico
Psicologia Institucional
Atendimento Clínico: o Processo Diagnóstico
Investigação Psicológica Pelas Técnicas: Tat, Cat e Rorschach

Orientação Profissional I

Além dessas obrigatórias, temos as várias disciplinas optativas, em que cada uma tem um número X de créditos, e devemos cumprir um tanto de créditos para obter o diploma. Para mais informações, visite o site do Instituto de Psicologia da USP (IPUSP).

Na Universidade do Minho, o curso de graduação em psicologia é com mestrado integrado, isso significa que ao fim dos cinco anos, você sai também com o diploma de mestre.

Os três primeiros anos são chamados de ciclo básico, e os dois últimos anos são especializados, você pode optar dentre sete ramos de profissionalização, que são - Psicologia Clínica; Psicologia da Saúde; Psicologia Escolar e da Educação; Psicologia do Trabalho, das Organizações e dos Recursos Humanos; Psicologia da Justiça; Psicologia do Desporto e do Exercício; e Psicologia Experimental e suas Aplicações.

Quanto ao diploma de licenciatura, têm direito os que completarem os três anos de ciclo básico. Mais informações podem ser obtidas no site da Psicologia da Uminho .

A estrutura do ciclo básico é a seguinte-

Unidades Curriculares por Agrupamento (1º Semestre, até ao 3º Ano)

Bases Biológicas da Psicologia (escolhem 3 durante o curso)
- Biologia Humana
- Introdução às Neurociências
Bases Sócio-Culturais da Psicologia (escolhem 3 durante o curso)
- Antropologia
- História da Psicologia

Bases Metodológicas da Psicologia (escolhe 4 durante o curso)
- Fundamentos de Matemática
- Métodos Quantitativos de Investigação
- Técnicas Quantitativas de Análise de Dados I

Processos Psicológicos Elementares (escolhem 4 durante o curso)
- Psicologia da Atenção e Memória
- Psicologia da Motivação
- Psicologia das Emoções
Integração de Processos Psicológicos (escolhem 4 durante o curso)
- Psicologia da Inteligência
- Psicologia da Personalidade
- Psicologia Social

Contextos de Aplicação em ...(escolhem 3 durante o curso)
- Psicologia da Justiça
- Psicologia da Saúde
- Psicologia do Trabalho e das Organizações
Formação Complementar (escolhem 5 durante o curso)
- Relação Terapêutica
- Introdução à Psicopatologia do Desenvolvimento
- Psicologia do Desporto e do Exercício
- Psicologia do Desenvolvimento Vocacional
- Processos Psicológicos na Saúde e na Doença

Praticum em Psicologia (escolhem 2 durante o curso)
- Investigação Qualitativa em Psicologia
- Psicologia do Desporto e do Exercício
- Observação e Entrevista Clínica
- Psicologia do Trabalho e das Organizações

Unidades Curriculares por Agrupamento (2º Semestre, até ao 3º Ano)

Bases Biológicas da Psicologia (escolhem 3 durante o curso)
- Genética e Evolução
- Neurociência Cognitiva

Bases Sócio-Culturais da Psicologia (escolhem 3 durante o curso)
- Diversidade Sócio Cultural e Psicologia
- Epistemologia da Psicologia
- Sociologia Geral

Bases Metodológicas da Psicologia (escolhe 4 durante o curso)
- Fundamentos de Estatística
- Métodos Qualitativos de Investigação
- Técnicas Quantitativas de Análise de Dados II

Processos Psicológicos Elementares (escolhem 4 durante o curso)
- Psicologia da Aprendizagem
- Psicologia da Percepção
- Psicologia do Pensamento e Linguagem

Integração de Processos Psicológicos (escolhem 4 durante o curso)
- Psicologia do Desenvolvimento
- Psicopatologia

Contextos de Aplicação em ...(escolhem 3 durante o curso)
- Psicologia Clínica
- Psicologia Comunitária
- Psicologia do Desporto e do Exercício
- Psicologia Escolar

Laboratórios (escolhem 1 durante o curso)
- Psicologia Animal
- Percepção
- Memória Humana
- Cognição Social
- Desenvolvimento
- Emoções
- Linguagem

Formação Complementar (escolhem 5 durante o curso)
- Psicopatologia da Família e das Relações Familiares
- Comportamento Sexual
- Psicolgia do Envelhecimento e do Desenvolvimento do Adulto
- Construção e Validação de Provas Psicológicas
- Dinâmicas de Grupo e de Liderança

Praticum em Psicologia (escolhem 2 durante o curso)
- Avaliação e Intervenção Educacional
- Psicologia da Justiça
- Avaliação e Intervenção Vocacional
- Psicologia Comunitária
- Avaliação Psicológica

Nos dois cursos vemos que há partes que são optativas. Na USP tem-se grande parte dos créditos que devem ser cumpridos em disciplinas optativas, e na UMinho desde o início você pode optar pelas disciplinas dentro de cada grupo de matérias, e nos dois últimos anos se especializa somente na área escolhida.
Uma diferença marcante entre os dois currículos é que na UMinho não existe disciplina que seja especialmente sobre psicanálise, e até mesmo sobre nenhuma linha teórica ou autores específicos.
Na UMinho as grandes áreas de aplicação da psicologia são abordadas no ciclo básico, que correspondem as áreas de especialização no mestrado, nos dois ultimos anos.
Na USP não há representação de matérias nas áreas de psicologia jurídica e do esporte na grade obrigatória. Mesmo nas matérias optativas, para você cursar algo relacionado ao direito, tem que se matricular em disciplinas que são ministradas na Faculdade de Direito da USP, e não no Instituto de Psicologia. Não existem disciplinas relacionadas ao esporte.
Na UMinho pode-se observar uma preocupação em representar as diversas áreas da psicologia.
Na USP isso também acontece, porém não de modo tão abrangente, e o curso é mais focado na psicologia clínica.
Na USP, para se obter o diploma de psicólogo, necessariamente você precisar cursar duas matérias da área clínica que exigem atendimento de pacientes. Na UMinho você não é obrigado a atender, a não ser que faça a especialização na área clínica.
Na UMinho há mais matérias voltadas para a matemática, estatística e análise de dados. Na USP só existe uma matéria obrigatória de estatística, e uma optativa.

Esse texto foi apenas introdutório, nos próximos discutirei mais detalhadamente a psicologia que estou encontrando aqui na Uminho.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Intercâmbio de estudo

Olá leitores! É com grande satisfação que anuncio que nesse semestre irei fazer um intercâmbio na Universidade do Minho, em Portugal. Não pretendo abandonar meu blog, pelo contrário, quero que ele seja um instrumento para divulgar a Psicologia que encontrarei lá na Europa.

Aproveito esse post para falar um pouco sobre intercâmbios, já que muitas pessoas me perguntam sobre isso.

Consegui uma bolsa de estudos por um semestre pelo programa ISAC-Improving Skills Across Continents, no âmbito do programa Erasmus Mundus. Trata-se de um intercâmbio entre alunos europeus e da América Latina. No meu caso, como sou da graduação, cursarei um semestre, porém há também programas para a pós-graduação, que geralmente são mais longos.

Fiquei sabendo dessa possibilidade através de um e-mail que recebi da comissão de graduação da Psicologia da USP. Provavelmente se eles não tivessem um sistema bom de divulgação, eu não saberia desse programa.

Assim, para quem está interessado em um intercâmbio, a primeira dica que considero pertinente é a de se informar na secretaria do seu curso, para verificar se existe uma pessoa encarregada de verificar essas oportunidades e repassá-las aos alunos. Caso não haja, é importante fazer a sugestão.

Segundo, sempre esteja ligado em sites que tratam do assunto. Um que considero bom é o da Universia. Correr atrás de informações é essencial, pois você pode deixar passar uma grande oportunidade simplesmente por ter perdido o prazo de inscrição.

Terceiro, e muito importante: não basta estar ligado, você tem que ter condições para realizar o intercâmbio. Condições podem significar várias coisas dependendo da situação: dinheiro, tempo, disposição, estabilidade emocional, fluência na língua do país que o receberá, flexibilidade e bom desempenho acadêmico são alguns exemplos.

A USP tem um sistema de informações aos alunos através do site da CCInt, que é a Comissão de Cooperação Internacional. Se você der uma olhada no site, verá que a esmagadora maioria dos intercâmbios oferecidos não contam com bolsa. Ou seja, você pode ser aceito para o intercâmbio, mas arcará com as despesas da viagem. Isso torna o intercâmbio um sonho impossível para a maioria das pessoas, eu inclusive.

Alguns pouquíssimos casos contam com bolsas, que normalmente te permitem ter uma vida digna no país escolhido, sem ter que contar com a ajuda dos pais. Porém, nesses casos, a concorrência é alta, afinal muitas pessoas querem algo assim. A seleção se torna mais rigorosa, e o currículo e histórico contam muito. Isso significa que é importante que você mantenha notas altas e participação em atividades acadêmicas como congressos, iniciação científica, monitoria, estágio etc.

Se você quer muito realizar um intercâmbio - que é uma experiência muito enriquecedora - é importante se programar. Pense no país que gostaria, estude a língua, fique ligado nas chances que aparecem e mantenha um bom currículo, que você tem chance de conseguir. E claro que a maior parte de ofertas de intercâmbios ocorrem em universidades públicas brasileiras, como USP, UNESP, UNB, UFRJ etc.

Boa sorte!

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

Revista TransFormacoes em Psicologia abre chamada para artigos

A Revista Transformações em Psicologia (ISSN 1984-2138) é uma publicação científica semestral produzida por estudantes de Psicologia destinada a fundar um espaço de discussão e reflexão sobre temas relacionados à pesquisa na sua interface com a formação em Psicologia.
A revista destina-se a não ser apenas um veículo de difusão científica, mas uma reflexão crítica sobre a pesquisa e o ensino de psicologia. Seu objetivo, portanto, não é a divulgação de dados, mas a melhora das condições da prática científica através do questionamento sobre sua própria realização.
Aspira, nesse sentido, consolidar um espaço de reflexões e diálogos já realizados pelos estudantes, mas que nem sempre são absorvidos pelas revistas científicas existentes.Pretende, também, operar como um meio facilitador deste diálogo entre os estudantes das diversas universidades e centros de pesquisa existentes.
Assim, estamos recebendo ensaios, artigos de reflexão e relatos de pesquisa, bem como traduções e resenhas, escritos por estudantes de graduação e pós-graduação em Psicologia. A data limite para submissão dos manuscritos para a próxima edição é 05 de março de 2009.
Maiores informações podem ser encontradas no nosso site:http://www.ip.usp.br/public/ revista/transformacoes/
Em caso de dúvidas, envie-nos um email para: revistatransformacoes@gmail. com

Aguardamos a sua contribuição

Comissão Editorial

Simpósio Internacional: A Psicologia Evolucionista no Milênio: Plasticidade e Adaptação

No ano que comemoramos os 150 anos de A Origem das Espécies, de Charles Darwin, celebramos o sucesso da grande rede de cooperação que se formou em 2005 para investigar a evolução do comportamento humano e investir na formação de nossos pesquisadores, assegurando o “sucesso reprodutivo” da Psicologia Evolucionista Brasileira.Essa rede teve o projeto “O moderno e o ancestral: a contribuição da Psicologia Evolucionista para a compreensão dos padrões reprodutivos e de investimento parental humano” aprovado no Edital Institutos do Milênio (nº 01/2005), do CNPq.
O projeto está sendo realizado sob a coordenação de Maria Emília Yamamoto (UFRN) e de Maria Lúcia Seidl de Moura (UERJ).O Simpósio visa apresentar os resultados de pesquisas dos diferentes subprojetos do grupo e discutir questões da Psicologia Evolucionista com especialistas brasileiros e convidados internacionais.
Data: 19 a 24 de abril de 2009
Local: Natal-RN
O Simpósio terá uma parte, de três dias (19 a 21), aberta ao público, e dois dias e meio (22 a 24) destinados aos membros da rede do Milênio e seus alunos para discussão de questões específicas sobre os subprojetos realizados. A lingua oficial do evento será o inglês. Todas as palestras e painéis serão apresentados em inglês. Durante o evento, haverá conferências e palestras de convidados, sessões de encontros de conversação e de painéis na primeira parte. Serão abertas inscrições para apresentação de painéis.
A partir do dia 20/01/2009 as inscrições e submissões de resumos poderão ser feitas online, diretamente neste site. Cada inscrição permite a submissão de um resumo dentro de um dos temas do evento. A data limite para a submissão dos resumos é o dia 28/02/2009. As inscrições sem submissão de resumo podem ser feitas enquanto houver vagas.